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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

NOTAS SOLTAS DA NET

No dia 21 de dezembro de 1940, na cidade de Hollywood morria um dos maiores escritores americanos do século XX e seu último legado seria uma lista rabiscada por sua enfermeira, com 22 títulos de leitura obrigatória.
Um dos maiores escritores americanos do século XX, F. Scott Fitzgeral narrou uma geração perdida em bebidas e festas, que naufragou em 1929 e chegou ao auge da depressão durante a busca pelo real sentido do ser. Natural de Saint Paul, no Minnesota, iria encontrar seu fim em Hollywood no dia 21 de dezembro de 1940, deixando sua mulher, Zelda, e filha.
Meu primeiro contato com o escritor foi com o livro Este lado do Paraíso e mesmo depois de ler o conto " O Curioso Caso de Benjamin Button", O Grande Gatsby, 24 Contos de F. Scott Fitzgerald e Os Belos e Malditos, ele se manteve o preferido.
Senti muitas coisas por Amory Blaine e talvez tenha compreendido um pouco dos dramas da geração que seria denominada decadente. O livro se passa antes, durante e após a Primeira Guerra Mundial, seguindo os passos do jovem Amory, que inicia a vida com a desilusão amorosa, fruto da decadência financeira e por final a sarjeta que encontra a face de nosso "mocinho". Fitzgerald me ganhou neste livro não porque carrega um nome ou pela história que de certa forma cativa, mas pela frase fatídica que sela o final do enredo "I know myself, but that is all--".
O autoconhecimento vem com largas doses de bebida, uma boa tragédia patrocinada pela ressaca imposta na Lei Seca e um coração partido, que faz parte de quase toda grande história. Mas nenhum desses aspectos me tocou a ponto de coloca-lo na minha lista pessoal, o que me fez acreditar em Fitzgerald veio da pesquisa bibliográfica que fiz depois.
Ele havia começado a escrever em 1920, lançando Este lado do Paraíso, que se popularizou e rendeu alguns frutos, como colunas e artigos bem sucedidos em jornais. Os Belos e Malditos viria em 1922 e não seria um fracasso de vendas, após aconteceria a mudança para a França e no ar bucólico que o envolvia a paisagem ele escreveria sua suporta obra prima. O Grande Gatsby foi lançado em 1925 e se havia alguma dúvida sobre o talento, ele arremataria qualquer um com seu último romance, O Grande Magnata, que foi lançado um ano após a morte de Fitzgerald, mas para o espanto geral, apenas o primeiro romance havia feito sucesso, Gatsby ficou meses no porão das livrarias, se tornando um grande prejuízo


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