A jovem que inspirou o texto que você está lendo se chama Lizzie Velasquez e tem 25 anos, atualmente. Quando nasceu, seis semanas antes do previsto, Lizzie pesava menos de um quilo e os médicos não tinham boas perspectivas para seus pais. Lizzie tinha uma síndrome genética rara, sem nome, da qual só se conhece outros dois casos em todo o mundo. Caso sobrevivesse, ela não poderia ganhar peso, e dificilmente falaria, andaria ou faria qualquer coisa que se espera que uma criança ou um adulto saudável faça. Contrariando toda a perspectiva de uma vida desgraçada, Lizzie não morreu, embora seu peso nunca tenha passado dos 30 quilos e ela tenha perdido a visão do olho direito e parte da do esquerdo.
Anda e fala muito bem. É formada em comunicação e vive como escritora (caminha para o terceiro livro) e oradora motivacional. Mas as flores no jardim só vieram depois de muito esterco - com o perdão da expressão. Na escola, como se pode imaginar, teve de lidar com a crueldade do bullying dos colegas, que a chamavam de monstro, vovó e pele e osso. Ninguém a queria por perto. Há alguns anos, quando estava no ensino médio, uma pessoa fez upload no Youtube de um trecho da participação de Lizzie em um programa de TV quando tinha 11 anos, e intitulou o vídeo de "A mulher mais feia do mundo".
Um belo dia Lizzie procrastinava os estudos na frente do computador quando viu uma imagem familiar na barra de vídeos sugeridos. Os oito segundos do vídeo sem áudio já haviam sido vistos por mais de 4 milhões de pessoas. Lê todos os comentários, que vão de receitas para que tirasse a própria vida e impedir que as pessoas ficassem cegas ao ver tamanha feiúra, a perguntas como por que seus pais não te abortaram? "Cada um deles era como se o punho daquela pessoa saísse do computador e me acertasse", ela contou, anos depois.


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