Nagisa Oshima, o radical cineasta japonês que nos anos 70 do século passado, muito irritou o poder ao enfrentar a moral puritana estabelecida no seu país, morreu hoje com 80 anos, num hospital do distrito de Kanagawa, onde vivia, em consequência de uma pneumonia.
Tem uma longa e importante carreira, embora venha sempre a ser mais lembrado por dois títulos contundentes: "O Império dos Sentidos" (1976) e "O Império da Paixão"(1978). Funcionando como díptico sobre as questões do sexo na sociedade japonesa, por causa destas realizações Hoshima teve que confrontar-se com a rígida censura moralista em vários países asiáticos, mas também na América: as autoridades alfandegárias apreenderam a cópia destinada ao Festival de Cinema de Nova Iorque.
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