domingo, 22 de março de 2009
NOTAS SOLTAS DA NET
Roberto Carlos: Todas as emoções com a volta do Rei
Entre eufóricos e cautelosos - afinal a expectativa de outros retornos foi seguidamente frustrada nos últimos 14 anos - conterrâneos e fãs do cantor e compositor Roberto Carlos aguardam a chegada do dia 19 de abril. O reencontro, marcado para o mesmo local onde o Rei se apresentou na última vez em sua terra natal, o estádio do Sumaré, está mexendo com as emoções da cidade.A administração municipal corre contra o relógio para organizar uma recepção à altura do aniversariante. Cristiane Paris, secretária de Arte e Cultura, vê no retorno de Roberto Carlos a possibilidade de "recuperar os laços dele com a cidade e também de melhorar a auto-estima dos cachoeirenses".A maioria dos moradores evita falar abertamente, mas há uma pontinha de mágoa por causa da longa ausência. "Queremos cuidar dessa relação com carinho", insiste a secretária, enquanto se apressa em dizer que "não há dúvida do amor do Rei por Cachoeiro".Ricardo Moura, 33, professor de História, acha sim, que em dado momento houve um distanciamento entre a cidade e o artista. Ele esteve no show de 1995 e pretende garantir o ingresso para a próxima apresentação em Cachoeiro . "Não sei o que houve, mas também aposto na recuperação do laço afetivo".O comerciante José Carlos Scandiani, fã apaixonado do artista, chega a se irritar quando alguém insinua algo nesse sentido. "O que há é muita desinformação. Roberto é uma estrela mundial, tem uma agenda apertada e passou por momentos difíceis nos últimos anos. Ao longo de 50 anos manifestou seguidas vezes seu amor por Cachoeiro", argumenta. A adminsitradora Liellen Domingues, 25, nunca foi a um show do Rei. Mas pretende estar na primeira fila. "Minha mãe é fã dele e cantava as músicas para mim quando era pequena. Meu marido também adora o Roberto. Quero pegar uma das rosas que ele distribui".
Quase um casamento
Em Cachoeiro não existe fã-clube de Roberto Carlos. Mas isso não significa que não haja fãs dedicados. É o caso das irmãs Gersy, 78, e Maria Leonor Volpato que jamais se casaram por devotar um amor extremo ao cantor. Maria Leonor morreu no ano passado, sem conseguir realizar o desejo de rever o ídolo de perto. Desejo que a irmã planeja concretizar no próximo dia 19. Outro que morreu sem rever uma apresentação do Rei em Cachoeiro é o maestro Zé Nogueira que acompanhou Roberto Carlos no início da carreira, nos programas da antiga Rádio Cachoeiro. Amigo pessoal do cantor, Nogueira morreu no ano passado. "Ele era um defensor da imagem do Roberto", diz a sobrinha Cristiane Nogueira, gerente da Casa de Cultura Roberto Carlos.
Casa onde Roberto nasceu será restaurada
Há nove anos aberta ao público, a Casa de Cultura Roberto Carlos vai passar por restauração no piso de madeira, ganhar pintura nova e ter o acervo que foi doado por fãs de todo o Brasil reorganizado. Aproximadamente 100 mil pessoas de várias partes do Brasil e também de outros países já visitaram o espaço ao longo de quase uma década. Mas o "anfitrião" que nasceu lá em 19 de abril de 1941 jamais pisou na casa desde que ela foi aberta à visitação. Tampouco doou algum item do seu acervo pessoal para exposição no lugar. A Casa de Cultura fica na Rua João de Deus Madureira,13, bairro Recanto.
À espera de "Meu Pequeno Cachoeiro"
Luiz Gonzaga Dias, 61 anos, conhecido como Bangüê, também é cantor e fã do conterrâneo ilustre. Ele diz que nas apresentações que faz pela região não podem faltar canções de Roberto Carlos no repertório. Bangüê também esteve no último show do Rei na cidade e não esconde a ansiedade para rever o ídolo. "Certamente, será muita emoção ouvi-lo cantar ‘Meu pequeno Cachoeiro’ novamente, e aqui na nossa terra. Haja coração!".
Roberto Carlos já virou lenda
Segundo o dicionário, lenda é uma narrativa de cunho popular transmitida principalmente de forma oral, de geração para geração. Pode ser uma história fantasiosa ou mesmo uma versão real, mas acrescida de detalhes coloridos pela imaginação.A relação de Roberto Carlos com sua terra natal nos últimos 50 anos e, em especial a longa ausência em shows na cidade, fizeram frutificar na cidade histórias com características de lendas.Uma delas diz que Roberto Carlos sempre visita Cachoeiro, e que costuma caminhar disfarçado pelas ruas, principalmente de madrugada. Há quem jure de pés juntos que já viu o artista passeando pela avenida Beira-Rio em plena luz do dia.Roberto Carlos já freqüentou a Igreja de Santa Luzia, no bairro Coronel Borges. A santa é padroeira dos deficientes visuais, e o Rei tem um filho, Segundinho, com sérios problemas de visão.Outra história ainda dá conta de que o Rei foi ou ainda é um dos maiores produtores de leite do estado. E que utilizaria parentes para gerenciar o negócio.E mais: o cantor jamais teria se esquecido de uma primeira namorada, dos tempos de adolescência, que estaria viva e ainda mora em Cachoeiro.O burburinho popular também indica que o Rei teria ficado chateado porque mandaram retirar da praça Jerônimo Monteiro, na década de 1990, um painel com sua imagem.Mas há outra versão, segundo a qual ele teria ficado mais aborrecido ainda por causa da instalação do painel. Isso porque a imagem pintada sobre azulejos não condizia com seus traços. Outra lenda diz que Roberto Carlos se entristeceu com a retirada de uma placa com a inscrição "Da Princesa ao Rei com carinho" que havia na praça em frente à rua onde nasceu, até há cerca de dez anos quando foi feita uma reforma para construir no lugar um banheiro público.Boatos também indicam que uma das razões do suposto distanciamento em relação a Cachoeiro seria o fato de que na cidade jamais houve um fã clube oficial do cantor.
Fonte: Jornal A Gazeta - Rosângela Venturi
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