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sábado, 26 de dezembro de 2015

NOTAS SOLTAS DA NET

“Perder-se também é caminho.” (Clarice Lispector)

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Em algum momento de nossas vidas, será inevitável adentrarmos alguns dos desvios de caminho que se abrem por entre a nossa jornada. Impossível andarmos corretos, seguindo regras e sendo racionais o tempo todo, pois somos humanos e, portanto, passíveis de falhas , erros, inseguranças e temores. Cedermos às fraquezas será preciso, para que amarguemos as consequências dolorosas dos desacertos e retomemos nosso caminhar mais fortes e sábios, bem como mais seguros quanto à verdade daquilo que queremos para nossas vidas.
Embora haja escolhas por demais nocivas e perigosas, como as drogas, por exemplo, sair do prumo é preciso, no sentido de que o enfrentamento do submundo das escuridões que nos rodeiam e existem também dentro de nós trará a noção exata do que e de quem deveremos evitar e nos aproximar. As certezas podem até trazer segurança, mas carregam-se de mesmice, de comodidade passiva e são incapazes de incitar-nos à reflexão contínua e necessária frente ao mundo circundante. É preciso aprender e reaprender, sempre.
Para que possamos sair de nosso centro emocional e retornar com maiores possibilidades de êxito, necessitamos sempre nos guiar pelas nossas verdades, em sua inteireza, sem dissimulações ou simulacros. Para tanto, não poderemos sucumbir às opiniões contrárias, muitas delas agressivas e violentas, tampouco ao temor diante do desconhecido; caso contrário, ainda que mais tranquilos, estaremos fadados ao tédio nada enriquecedor de uma existência formatada.
É difícil conquistarmos nosso lugar onde estivermos, em casa, no trabalho, na rua, uma vez que a intolerância é a tônica que move a sociedade de hoje e, a partir do momento em que nos dispusermos a transformar o nosso íntimo em tudo o que nos define como pessoa, certamente ouviremos reprimendas e sentiremos a frieza da não aceitação alheia. No entanto, poderemos ter a certeza de que quem e o que permanecer será tudo o que alimentará a nossa felicidade.
Diga o que pensa, viva o que sente, respire o ar da transparência, aja conforme o ritmo dos seus sentidos, ame quem atrai e soma, seja você mesmo, nada menos do que isso. O preço a pagar pelo sufocamento dos sonhos é uma vida vazia, um existir sem pertencer a nada nem a ninguém. Porém, viver as próprias verdades implica o alcance de tudo o que é nosso por direito e merecimento.
Perca-se, mergulhe nas incertezas, amargue a dor da decepção da colheita, ame muito, sempre respirando as esperanças que carrega dentro de si, pois o amor somente nos preencherá quando formos verdadeiros. E então estaremos sendo alguém que errou, mas se tornou mais feliz, mais humano, mais gente

terça-feira, 12 de maio de 2015

NOTAS SOLTAS DA NET



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#poesia #Portugal
(...) Também escrevi em meu tempo cartas de amor, / Como as outras, / Ridículas. /
As cartas de amor, se há amor, / Têm de ser / Ridículas. /
Mas, afinal,/ Só as criaturas que nunca escreveram / Cartas de amor / É que são / Ridículas. (...)
poemas_alvaro_de_campos.jpg O trecho acima é de Álvaro de Campos​, um dos poetas criados pelo grande versejador Fernando Pessoa​. Álvaro é considerado o alter ego de Pessoa e demonstrou três fases distintas em sua criação: a decadentista (influenciada pelo Simbolismo, com poemas vertendo sobre o cansaço da realidade e a busca por novas sensações), a futurista (influenciada pelas vanguardas do século XX, especialmente pelo Futurismo, com produção cantando a velocidade da tecnologia, o belicismo das primeiras décadas dos anos 1900, é o canto de supremacia da civilização moderna e das máquinas) e intimista (de caráter niilista, é o desengano de tudo e de todos, volta ao canto do cansaço, mas sem busca de sensações, mas sim contraposição de uma infância arquetípica - época de total felicidade - a uma maturidade castradora de realizações). Nos versos acima, o termo "ridículo" remete à etimologia latina, na qual "ridiculus, -a, -um" era algo risível. O amor é engraçado; até mesmo quem não o pratica é digno de riso. Em suma, a realidade humana é permeada de riso, dada a fragilidade, a suposta ânsia de grandeza, que escamoteia um prosaísmo que atinge a todos. Já o poeta Fernando Pessoa ortônimo - ele mesmo, possui, na obra Cancioneiro, a mesma ânsia de explicar-se perante o mundo, destituindo de qualquer sacralidade o fazer poético. Chega a tangenciar os versos acima de Álvaro de Campos, o qual desmistifica as composições de amor, e se avizinha do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade à época do livro A Rosa do Povo (1945), que elegeu o prosaísmo (o valor do cotidiano cru e nu) como mote da obra. Eis um trecho de Pessoa:
Dizem que finjo ou minto/ Tudo que escrevo. Não./ Eu simplesmente sinto/ Com a imaginação./ Não uso o coração./
Há aí um nó fulcral que liga Pessoa a Campos: ambos se despem do lirismo ebrioso que eleva os versos à busca de um êxtase quase supra-humano e faz da arte poética um braço do canto da realidade

sábado, 14 de março de 2015

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Um dos contos de feitura mais admirável de Machado de Assis, O alienista é uma sátira magistral acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização abominável. Afinal, como diz o ditado popular: “de médico e louco todo mundo tem um pouco”.
A estória se passa na vila de Itaguaí, onde um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada “Casa Verde”, com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.
Já desde o início de sua obra-prima, Machado dá dicas da insolência da missão abraçada pelo personagem. Não é à toa que o apresenta, na primeira página, como o “filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas". A ironia machadiana resplandece fosforescente nesse texto.
No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: “[…] quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento […]”, ou seja, na Casa Verde. E disso decorre o mais curioso, que é a conclusão do Dr. Bacamarte: “[…] que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e portanto que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; […]”. Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local, e agasalhar nela as pessoas que se achassem na condição acima exposta, qual seja: equilíbrio ininterrupto das faculdades mentais.
Tendo em vista que a anomalia é tida como exceção e não como regra, o excêntrico personagem de Machado deduz que a loucura seria, então, o oposto daquilo que a maioria vem manifestando, ainda que o comportamento dessa maioria tenha sido, outrora, para ele, o indicativo de desajuste.
Salta aos olhos, também no conto, o perigo de se atribuir a um único homem um poder dessa natureza: o de classificar indivíduos segundo o seu critério e tolher a liberdade das pessoas, mesmo que em nome da ciência.
Secionar a humanidade em categorias, seja qual for o objetivo, é algo no mínimo temerário e pode levar, em casos extremos, a situações dramáticas como o holocausto. Os seres humanos tem suas particularidades e cada indivíduo é um mundo.
Não há como deixar escapar a intenção do autor de criticar de maneira sarcástica a psicologia sanitarista que dominava a época, bem como a postura pretensiosa de alguns no sentido de considerar que encontraram a chave para as mazelas da humanidade; como se tal chave existisse!
Convém notar que Simão Bacamarte não era um homem desprezível. Ao contrário; desfrutava de intensa credibilidade junto aos cidadãos da vila e à própria Câmara de Vereadores, e suas intenções foram expostas como sendo as melhores. Tanto é assim que na narrativa ele enclausura na Casa Verde a mulher que ama, sua própria esposa, D. Evarista da Costa e Mascarenhas, ao constatar a sua suposta patologia.
Nenhum desvio se subtraía aos olhos daquele homem que, paradoxalmente, acaba se apresentando, na trama, como o mais anormal de todos. Afinal, como fica evidente no texto de Machado, a totalidade dos hóspedes da Casa Verde conseguira, senão obter a cura, retornar às suas vidas fora desse estabelecimento, exceto Simão Bacamarte. É que, achando em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral, decide fechar-se na Casa Verde, apesar dos apelos contrários da mulher e dos amigos, entregando-se ao estudo e à cura de si mesmo até sua morte, que não teria tardado, segundo se depreende da narrativa.

sábado, 7 de março de 2015

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Já que alguns segmentos de nossa sociedade adoram títulos, vamos lá, machistas e feministas de plantão, eu vos lanço um desafio. Vocês trocariam 1 semana de suas vidas pela do outro? Mas DE VERDADE? Se possível fosse, vocês TROCARIAM SUAS VIDAS, suas emoções, SUAS DORES, com todas as glórias e vicissitudes? ABSOLUTAMENTE TUDO?
Pois é, porque parece fácil pontuarapontardenunciar quando estamos em nossos próprios corpos, em nossos próprios “casulos” e simplesmente não ENXERGAMOS o “outro” e aqui, refiro-me a indivíduo, não estou fazendo classificação quanto ao gênero, mas simplesmente uma constatação, parece-me que é tudo muito simples, quando não estamos no “lugar” do outro, VIVENDO o OUTRO. Agora imaginemos se o “outro” é um outro “totalmente diferente”, não apenas como um ser emocional, como somos todos, mas além de tudo, fisicamentebiologicamenteestruturalmentefisiologicamente.
Vivemos hoje uma luta incessante entre HOMENS e MULHERES, como se o mundo em algum momento houvesse estabelecido a necessidade desta guerra. Vivemos a querer classificá-los entre bons e mauspiores e melhoresfortes e fracoséticos ou sem caráterfiéis ou infiéisdignos ou indignosdivinos oumaléficos; céus, são classificações demais, são categorizações demais para dois gêneros apenas, não são?
Sejamos realistas, sejamos práticos, mas acima de tudo, sejamos HONESTOS conosco mesmo, são HOMENS e MULHERES e PONTO FINAL.
Para que mesmo essa disputa infantil de MACHISTAS E FEMINISTAS?
Segundo a Wikipédia, copiei a definição clássica, minhas considerações entre parênteses, claro: Feminismo: um movimento social, filosófico e político que tem como objetivo direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino (para que, não precisamos, JÁ SOMOS EMPODERADAS, NASCEMOS PODEROSAS) e da libertação de padrões opressores patriarcais, baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias que advogam pela igualdade entre homens e mulheres, além de promover os direitos das mulheres e seus interesses (vejam bemDIREITOS DAS MULHERES E SEUS INTERESSES, não há que se BRIGAR POR ALGO QUE já é LEGÍTIMO POR NATUREZA, DIREITOS SÃO DIREITOS, TODAS TEMOS, NASCIDOS FORAM CONOSCO).
Machismo: consiste num determinado conjunto de atitudes e idéias que coloca o sexo masculino em um patamar elevado na sociedade (veja bem SOCIEDADE, “STATUS QUO”, não falaram de SERES, já pararam para pensar nisso?), subjugando o sexo feminino e não admitindo a igualdade de direitos para o homem e a mulher. É muito identificado com o patriarcado, sendo este o nome dado a estrutura que relega privilégios aos homens.

quarta-feira, 4 de março de 2015

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Livros, por si só, já são incríveis. Nos levam para um outro mundo, nos ajudam a ver melhor o mundo real. Em suma, abrem nossa mente. Qualquer pessoa que tenha a leitura como uma de suas paixões sabe o quão especial é ganhar um livro de alguém. O presente soa quase como um elogio. Quando há uma dedicatória em sua folha de rosto, então, o momento se torna ainda melhor. Os livros também têm a função de eternizar sentimentos em suas palavras, e o mesmo acontece com as palavras escritas à mão por quem nos dedica alguma obra.
É por reconhecer como a atitude de uma dedicatória é adorável que foi criado o tumblr "Eu te dedico". A página reúne inúmeras fotos de livros com dedicatórias de todos os estilos. Como a ideia é colaborativa, geralmente as postagens são acompanhadas de algum comentário feito pela pessoa que decidiu compartilhar sua dedicatória com o mundo.

segunda-feira, 2 de março de 2015

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Biologia sintética, engenharia genética, bioinformática, biologia computacional. Todas essas ciências vêm se desenvolvendo a passos largos desde o final do século XX e apontam um futuro promissor. Através delas, por exemplo, é possível manipular a informação genética de organismos simples como bactérias, leveduras e plantas (e, em breve, células mais complexas como as dos mamíferos) para fazer com que elas realizem funções para as quais não foram feitas originalmente.
Um exemplo: é possível modificar o DNA da bactéria Escherichia coli, encontrada no intestino humano, para que ela produza uma proteína fluorescente ao entrar em contato com determinada substância. Ou para que ela produza cheiro de banana (sim, isso mesmo), ou ainda, que consiga degradar certos materiais tóxicos, enfim, as possibilidades são inúmeras - e crescem à medida que mais organismos são estudados e passam a ser manipulados.
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É nesse contexto que desponta a bioarte, uma modalidade emergente do fazer artístico que tem como preceito a manipulação genética e o pensamento derivado da biologia sintética. O simples uso de seres vivos, ainda que sejam bactérias, já causa algum desconforto e nos coloca em dúvida quanto à legitimidade de tal arte - dessa maneira, a bioarte nasceu se autoquestionando ao mesmo tempo em que questiona sobre a relação do ser humano com as outras formas de vida.
A bióloga e artista Christina Agapakis possui uma obra muito interessante que levanta esse tipo de questão. O queijo feito a partir de bactérias do pé humano, obra intitulada Selfmade é um belo exemplo.
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A produção desse queijo foi feita a partir da modificação de bactérias dos pés, para que elas produzissem as proteínas presentes na fabricação do queijo comum.
"Nós vivemos num mundo biológico completamente rodeado de ricas comunidades de microorganismos, mas frequentemente, num mundo cultural que enfatiza a total assepsia", diz a sinopse da obra; e: "Como a biologia sintética mudará nossa relação com as comunidades microbióticas que nos cercam?".
Quem quiser mais, veja no site da artista aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

NOTAS SOLTAS DA NET


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Fanfic com Cara de Fanfic
O avatar Snowqueens Icedragon escrevia fanfictions online, sendo que sua criação mais popular era “Master of the Universe”, uma fanfic sobre a Saga Crepúsculo. Conforme a história foi ficando mais picante, a autora decidiu trocar os nomes originais por outros que não tinham mais relação com os vampiros, publicando o novo texto em um site próprio. Assim nasceram “50 Tons de Cinza” e a mais nova escritora E. L James.
Ou seja, os exageros e a escrita rascunhada estariam perdoados porque, afinal de contas, era só uma fanfic, escrita por uma fã que imaginava uma série de situações para seu casal favorito. Depois se transformou em uma história amadora, praticamente idêntica à original. Mas, no momento em que uma editora decide publicá-la e, mais tarde, um estúdio compra seus direitos autorais, todo um aparato é criado para transformar um material bruto em uma leitura de primeira. Quem gosta e elogia passa a ser moderno e liberal. Quem não gosta ou critica passa a ser antiquado e preconceituoso.
É um Conto de Fadas Distorcido
A princesa indefesa e pura vem na forma de uma jovem com baixa autoestima, sem muitas conquistas na carreira ou na vida pessoal. Já o príncipe vem em um helicóptero particular, dono de uma empresa gigantesca e algumas preferências bem peculiares no quesito sexo. Anastasia (até o nome é de princesa) encontra ascensão pessoal e profissional através de seu relacionamento com Grey. Ele a salva de sua vidinha sem graça com seu dinheiro e influência. Por mais que os métodos desse príncipe às avessas sejam questionáveis, o que sente por Anastasia é amor verdadeiro. Ela, é claro, o corresponde, e eles terminam a trilogia *SPOILER* felizes para sempre, com a jovem assumindo seu papel de “esposa de um homem rico”.
Só que, ao contrário das princesas, Anastasia não é generosa, astuta ou sofre com algum tipo de maldição. Ela é apenas frágil. E, ao contrário dos príncipes, Christian não é valente ou gentil. Só é rico.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

NOTAS SOLTAS DA NET

10 coisas que tem de saber sobre chocolate

Bombons, brigadeiros, macarons, trufas e tabletes. Chocolates de diferentes feitos e nacionalidades invadem a capital portuguesa durante quatro dias. A iniciativa Chocolate em Lisboa, de 5 a 8 de fevereiro na Praça de Touros do Campo Pequeno, traz consigo marcas de chocolate nacionais — Chocolataria Equador e Denegro — e internacionais — Callebaut e Valrhona –, com um total de 70 expositores a marcar presença.
Caso pretenda visitar uma feira onde a pasta de cacau adocicada é rainha e senhora, deixamos algumas curiosidades sobre o chocolate, para que possa sair da Praça de Touros com a barriga cheia mas a consciência mais leve. Odete Estevão é nutricionista, presidente e fundadora do Cacau Clube de Portugal, uma organização sem fins lucrativos que leva dez anos de existência e que está associada ao evento, e partilhou com o Observador dez factos sobre aquela que já foi “a bebida dos deuses, um remédio milagreiro e personagem de romances”, como se lê na página oficial do clube.

1. Ponha o alarme: a melhor altura para se comer chocolate é às 11.00 e às 17.00, porque é quando o palato está limpo de substâncias. Isto significa que “conseguimos saborear melhor o chocolate e perceber os seus aromas”, explica Odete Estevão.
2. Por dia pode-se comer, em média, até 50 gramas de chocolate, desde que ele tenha pelo menos 70% de cacau. Isto equivale a metade de uma tablete.
3. Achou muito? É que, ao contrário do que se possa pensar, o chocolate não engorda. “O problema é quando as pessoas não comem chocolate bom. Quando isso acontece é sinal de que estão a comer chocolate com outras gorduras, ao invés de conter manteiga de cacau”, diz Odete. Na opinião dachocolatier, deve-se comer chocolate com 60 a 75% de cacau para que o açúcar exerça a sua função, isto é, abrir as moléculas voláteis do cacau: “quando partimos o chocolate experimentamos aromas e esses aromas vêm, num sentido químico, com a ajuda do açúcar.” Se um chocolate não tiver açúcar, como acontece com as tabletes acima de 80% de cacau, não tem aromas. “Nós vivemos para os aromas e um bocadinho de açúcar não faz mal a ninguém.”
4. O chocolate provém da semente de cacau, dividida em substância escura (aquilo que dá cor ao chocolate) e em manteiga de cacau, posteriormente transformada em pasta de cacau que serve de base para os chocolates. Só se fala em chocolate quando há açúcar à mistura, mas a base continua a ter vários benefícios porque a semente de cacau tem diferentes minerais e um deles é o potássio, que equilibra o sal que ingerimos a mais. “Um bom chocolate terá uma boa quantidade de potássio, mas não convém comermos muito chocolate só porque comemos muito sal”, brinca Odete Estevão.
5. Mas há mais benefícios: a semente de cacau é composta por polifenólicos, os chamados antioxidantes que têm propriedades antienvelhecimento.
6. Este é mais conhecido, mas não faz mal nenhum recordar: o chocolate é ativante e provoca felicidade. Odete conta que bebe uma caneca de cacau em pó há 20 anos, todos os dias de manhã, e não bebe nem café nem chá. Embora o cacau tenha uma mínima percentagem de cafeína, está munido de teobromina, a substância que estimula as hormonas que nos dão prazer.
7. Lembra-se da velha história de que os doces fazem mal aos dentes? Reveja essa matéria porque quando se come chocolate negro, a parte negra — o que proporciona a cor castanha ao chocolate — tem flúor que é ótimo para os dentes.
8. Leu bem, a parte negra. Se prefere chocolate branco, más notícias: uma tablete deste tipo tem, em média, 3 a 5% de manteiga de cacau, bastante menos do que o chocolate tradicional, razão pela qual Odete não o aconselha.
9. O chocolate varia consoante os terrenos e os países produtores que se encontram na faixa equatorial. Há diferentes sementes, muito à semelhança do que acontece com as castas. São três os principais tipos de cacau: Crioulo, Forasteiro e Trindário.
10. Ainda na mesma lógica dos vinhos, a semente de cacau ganha aromas consoante os países de onde é oriunda e tendo em conta os solos e a temperatura. Por esse motivo, é possível encontrar cacau mais ácido e outro mais floreado, como é o caso do que é proveniente do Madagáscar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

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“Não sinta pena de ninguém! É um sentimento muito feio, pois ao sentir pena você se coloca numa posição de superioridade que é ilusória”. Sim, essa fala é de mamãe. Ela me deu uma ótima educação.
Mas, como sempre fui desobediente, vou desobedecê-la, agora, ao dizer: tenho pena, muita, muita pena das pessoas que não amam (pra valer!) os livros. Não porque me sinta superior, mas simplesmente porque desconhecem essa alegria.
Amar os livros não é o mesmo que colecioná-los em estantes. Tampouco discursar sobre eles para demonstrar cultura. Não é um status! Amar os livros é diferente da necessidade de acumular informação e conhecimento. É diferente de reconhecer que a leitura é importante. É, sobretudo, perceber que não se pode viver sem eles.
Amar os livros é tê-los como aliados e companhia eterna. Quem ama ler nunca está sozinho em suas dores – há sempre um personagem para traduzir ou dar voz ao que sentimos mas nem sabemos que sentimos.
Quem tem o hábito da boa leitura aprende a enxergar o mundo para além do próprio umbigo. Entende que o mundo é grande, imenso, e que tudo pode ser ou não ser dependendo disso e daquilo.
Outro delicioso efeito colateral que o amor pelos livros provoca: dar menos importância para coisas insignificantes.


© obvious: http://lounge.obviousmag.org/monica_montone/2015/01/conheca-os-efeitos-colaterais-de-um-louco-amor.html#ixzz3Q9i2n0Bw 
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

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Para entender o que Nietzsche queria dizer podemos escalar sua montanha preferida nos Alpes Suíços. Ao chegarmos no topo da montanha a vista é maravilhosa, o ar é puro, a nossa sensação é de total bem-estar e ficamos deslumbrados com tanta beleza. A partir daí entendemos porque Nietzsche gostava tanto de montanhas. Era do ápice que contemplava-se a vista mais bonita. Mas para chegar até lá, existem muitos obstáculos ao longo do caminho. Pedras, solos íngremes, é preciso fazer um grande esforço físico para subir e em certos momentos o desgaste é tão grande que dá até vontade de desistir. Nietzsche metaforicamente falava da existência humana como sendo uma caminhada. Ao escalarmos montanhas tínhamos uma clara compreensão do que é a vida.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

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MUDAR EXIGE ENTREGA


Quem nunca pensou ter chegado ao fim quando, na verdade, estava apenas começando?
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Todo recomeço é como acordar de um sonho, seja ele bom ou ruim. Para cada virada de página há um preço a ser pago, seja com sorrisos ou com lágrimas; com nostalgia ou urgência: qualquer mudança exige entrega.
Às vezes tudo o que temos é um fio, um frágil fio de esperança ao qual temos que nos agarrar para continuar acreditando que o novo virá.
E ele sempre vem.
Quem nunca pensou ter chegado ao fim quando, na verdade, estava apenas começando? Um novo amor, uma nova vida, um novo caminho a ser construído pedra por pedra, tropeço por tropeço. Acreditar na transitoriedade das coisas, taí algo que me conforta quando sinto que estou quase atingindo aquilo que penso ser o fundo do poço.
“Fundo do poço pra quem, cara pálida?”, ouço uma pequena voz dentro de mim reclamar sempre que isso acontece

domingo, 28 de dezembro de 2014

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BEBIDA DOS DEUSES

Em 2007, a conceituada marca de champanhe Moet & Chandon convidou o designer Karl Lagerfeld para produzir a campanha publicitária da edição especial de Dom Pérignon.
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Para dar um toque de glamour à edição da marca de champanhe, Karl Lagerfeld convidou a sua eterna musa Claudia Schiffer para figurar na luxuosa campanha. As imagens, de um rigor absurdo, provam que Lagerfeld é mais do que um simples designer e sim um verdadeiro génio. A famosa modelo representa momentos de êxtase e de dominação, promovendo a conceituada “bebida dos deuses”. São imagens icónicas inspiradas em diversos momentos da história. É deste modo que o designer promove as duas safras de Dom Pérignon: uma voluptuosa narrativa visual onde a super modelo deslumbra o espectador com a sua sensualidade.
Para aqueles que gostam de celebrar em grande o final do ano, esta é uma boa edição para adquirir. A nível da composição, esta edição especial contém uma garrafa de safra de 1966, duas garrafas de safra de 1986 e três garrafas de safra de 1996. Para acompanhar esta preciosa bebida foram criadas três flûtes de cristal num estojo desenhadas pelo próprio Karl Lagerfeld.
Esta requintada edição não é para muitos bolsos, visto que o valor ronda os 250.000 dólares. Mas não se assuste, pode sempre comprar uma edição mais em conta. O mais importante é festejar e entrar da melhor forma em 2015.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

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Outro dia vi o documentário I Am, você pode mudar o mundo, do famoso e rico diretor de Hollywood, Tom Shadyac, que dirigiu filmes como Ace Ventura e O Todo Poderoso, entre outros do estilo. Eu não gosto dos filmes dele, mas me interessei pelo documentário.
Depois de sofrer um terrível acidente, ele começa a repensar sua vida e embarca em uma viagem para encontrar respostas para duas perguntas: “o que há de errado com o mundo?” e “o que podemos fazer sobre isso?”. O documentário pende para auto-ajuda e não sai muito do lugar comum, mas levanta algumas questões interessantes que me despertaram para ideias paralelas.
O vídeo já começa alertando para a grande competição em que vivemos em um mundo em que temos que ser sempre os melhores. Nossos pais nos ensinam isso. Olhando para trás na história, vemos o quanto estamos continuamente em uma disputa acirrada, exaustiva, descabida por poder e status. Uns querendo tirar vantagem dos outros. Precisamos comprar, acumular, nos sentir superiores, estar sempre um passo a frente, mesmo que para isso tenhamos que usar de hostilidade. A economia, invento humano, vira o centro da existência e dita todas as regras de como vivemos, agimos e nos relacionamos.
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“Pessoas estão mais ricas, mas a vida hoje é mais pobre”, diz filósofo canadense Barry Stroud para a Folha Online. Na reportagem, ele fala que o mundo atual encoraja as pessoas a buscar sempre um tipo de vida próximo a quem tem muito dinheiro. A pressão para o avanço profissional e o sucesso é muito profunda. Levados pelo consumismo e individualismo, tem-se a convicção de que a vida é uma carreira.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

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Não é possível precisar o momento em que as pessoas passaram a usar esta expressão no sentido de designar a contraposição de lados em uma disputa, mas é fácil descobrir que trata-se de recurso discursivo muito antigo. Na bíblia – livro sagrado para uma parte considerável da humanidade –, são inúmeras as alusões a esta luta. Em Efésios 6:12 encontra-se: "Pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal.". Ainda em se tratando de livros sagrados temos no Alcorão"Isso porque aqueles que não creem seguem a falsidade (mal), enquanto os que creem seguem a verdade (bem) de seu Senhor" (47:3). Poderíamos ir longe, citando as diversas religiões que baseiam seus mitos e ritos na luta do bem contra o mal, mas exemplificando com uma doutrina mais recente, vejamos o que Allan Kardec diz em seu O Livro dos Espíritos"O bem é tudo o que é conforme a lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário."

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

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Viajar é o par de mãos que unidas esvaziam cuidadosamente a mente para obter o prazer de um auto encontro. É a encantadora mágica que torna fácil a dificuldade de lembrar de esquecer tudo.
O destino de uma viagem não está restrito ao local marcado em bilhete, mas aquele no qual o viajante se permite realmente estar. Disposição para viver o novo e reconhecer a beleza no diferente é exceder a locomoção de um corpo em viagem.
Assim, os primeiros momentos em sonhado destino são acompanhados por olhares atentos e um sorriso, talvez cansado e discreto, mas ainda representante da alegria e orgulho de ali poder tomar passos.
Dentre os inúmeros lugares no mundo, traçar rota certeira para admirar diferente ângulo do céu estrelado é possível. Já o mapa presente dentro de cada ser humano, possui destinos infinitos que podem ser explorados na certeza de talvez encontrar o que se procura. Afinal, diferentemente do mundo, a imaginação pode ser maior do que qualquer planeta.
Segundo Mário Quintana: “quem viaja muda a roupa da alma”. Para descrever a sensação de liberdade e vida muitos recorrem à palavra viajar. Acredito que antes de pertencer à qualquer local todos nascem cidadãos do mundo, no qual é necessário o minimamente conhecer para então efetivamente poder lutar, na tentativa de o fazer melhor, na tentativa de se fazer melhor.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

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“O cachorro é o melhor amigo do homem” é uma frase, no mínimo, hedionda. Estes animais, que se dão tão bem com os homens e são tão companheiros, não podem ter essa definição por ela dizer mais a respeito da natureza do Homem do que do cachorro. Ao afirmar isso, comprovamos que para culminar o termo amizade necessariamente precisamos de alguém que seja mais limitado que nós, e o pior: subordinado. Mostra que não aceitamos o igual e sem aceitar isso não existe o respeito em sua plenitude. Porém, confundir essa ligação que o Ser Humano tem ao seu cachorro é compreensível sob alguns aspectos. Há detalhes nesse vínculo que deveriam ser observados com mais atenção para que desta forma possamos entender algo que está entrando em extinção em uma época de intensa individualidade: o outro.
A experiência de ter um cachorro, ou um animal de estimação, pode ser transformadora se você parar para analisar essa conexão sob a ótica da alteridade, aprofundando essa experiência para o caráter humano. Dessa forma, é possível entender a verossimilhança que há no dito popular que vincula o cão como melhor amigo do Homem e quais são os elementos responsáveis por esta formação.
O primeiro elo que se dá entre estas duas espécies é a confiança. Este ponto é algo a ser conquistado, não é algo pré-estabelecido logo no começo da relação. O Homem não chega ao animal e diz “agora você deve confiar em mim”, mas isso faz parte de um processo. Para qualquer convívio em grupo, a confiança é o pilar fundamental que sustenta uma união. Tendo em vista um mundo de constantes frustrações, em que as expectativas são alimentadas de forma doentia pela mídia e até mesmo pela a educação, este frágil atributo se torna quase que uma utopia, fomentando mais e mais a crescente individualidade.
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Desconfiar é sinônimo de inteligência, enquanto a inocência da entrega é vista como uma fraqueza, ainda mais em nossa cultura em que os “espertos” são aqueles que enganam e levam “mais”. É muito relativo esse “mais”, principalmente no âmbito das relações em que a troca que existe não é somatizada pela quantidade, e sim pela concordância.