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domingo, 31 de maio de 2009

NOTAS SOLTAS DA NET


O Grande Livro das Pernas: um guia definitivo para amar mais embaixo

Uma mulher com os seios à mostra é normal em muitos países da África (onde a mesma mulher não pode exibir as pernas acima do tornozelo) enquanto que o mesmo é obsceno em outras partes do mundo.
Os Vitorianos eram tão atacados e obcecados por idéias libidinosas que nos seus salões costumavam tampar com panos as pernas dos pianos para impedir a excitação da platéia masculina. Em diversas culturas, ao longo dos séculos, as mulheres tiveram de ocultar suas pernas. Mesmo nas antigas sociedades africanas, onde sair com os seios ao ar livre era normalíssimo, grossos tecidos tratavam de esconder coxas e tornozelos.
Aliás, o tornozelo povoou o sonho dos homens no final do século XIX e início do XX fazendo com que botinhas de couro e tropeços ocasionais se tornassem algumas das mais conhecidas técnicas de sedução feminina. Na Ásia, árabes e indianos ainda mantêm restrições aos membros inferiores das moças e recebem também uma contrapartida para charme como todas aquelas sandálias prateadas e muito salto alto.
Mas, apesar de tantas pista, é genuinamente desconhecido porque as pernas femininas se tornaram símbolos eróticos. O que sabemos é que esse tabu acabou por acrescentar mais e mais valor sexual a essa parte do corpo, valor este que explodiu nos anos 70 com as minissaias.
É sobre esse escalada rumo à plenitude do olhar ocidental sobre as pernas que O Grande Livro das Pernas (The Big Book of Legs),é lançado esse mês pela irreverente editora Taschen, prometendo o maior ode às pernas femininas já feito em compilações. A publicação dá seguimento a outras duas obras nada convencionais: O Grande Livro dos Seios(2006) e O Grande livro do Pênis (2008). São mais de 400 fotografias tiradas por fotógrafos famosos e desconhecidos no período que vai, em uma descrição editorial exagerada, da Revolução Francesa à Sexual. Peças do burlesco decadente nos 1800, a mania da seda, própria do início do século XX e, finalmente, os 60’s – a era de ouro das pernas-fetiche, quando a cultura pop fez surgir nomes como Betty Page. Tudo ganha seu lugar no livro derramando bálsamo sobre os fetichistas e adoradores da beleza feminina.

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