domingo, 31 de maio de 2015
O FILME
FILME
A Maldição de Michael KingThe Possession of Michael King
- Duração
- 83 m
- Género
- Terror
- Classificação
- M16
- País
- Estados Unidos
- Ano
- 2014
- Site
- https://www.facebook.com/POMKmovie
SINOPSE
Michael King é um realizador de documentários que não acredita em Deus, nem no Diabo. No seguimento da morte inesperada da sua mulher, decide dedicar o seu próximo filme à procura da existência do sobrenatural, permitindo que adoradores do diabo, necromantes e outros praticantes do oculto lancem, sobre si próprio, feitiços e rituais poderosos e obscuros. Na perigosa aventura, algo ade surpreendente contece, como uma força desconhecida e perversa que dele se apodera.
- Realização
- David Jung
- Ator / Atriz
- Cara Pifko Cullen DouglasElla Anderson Shane Johnson
FICHA TÉCNICA
terça-feira, 12 de maio de 2015
NOTAS SOLTAS DA NET
#poesia #Portugal
(...) Também escrevi em meu tempo cartas de amor, / Como as outras, / Ridículas. /
As cartas de amor, se há amor, / Têm de ser / Ridículas. /
Mas, afinal,/ Só as criaturas que nunca escreveram / Cartas de amor / É que são / Ridículas. (...)
Dizem que finjo ou minto/ Tudo que escrevo. Não./ Eu simplesmente sinto/ Com a imaginação./ Não uso o coração./
Há aí um nó fulcral que liga Pessoa a Campos: ambos se despem do lirismo ebrioso que eleva os versos à busca de um êxtase quase supra-humano e faz da arte poética um braço do canto da realidade
OBJECTO
Vasos de Frank
Legais demais estes vasos no formato da cabeça de ninguém menos que Frankenstein! A criação é da Kat Bones e garante um visual inusitadíssimo para plantar flores e plantas. As peças são de cerâmica e com detalhes que impressionam. Feitos à mão e sob medida, os Frank-vasos não estão em estoque e para comprar um é preciso fazer a encomenda direto na loja do Etsy. Uma festa de Halloween ficaria demais decorada com vários deles. O link como sempre, está após as imagens. "Floridamente legaus"!
CLIP PUB
Johnson & Johnson Listerine: The Listerine Distance Billboard
May 12, 2015Filed under Outdoor, Health & Beauty and Pharmaceutical
Exploiting the studies on proxemics, we demonstrated the existence of a physical distance within which you cannot feel indifferent towards other people, approximately 60 cm.J Walter Thompson, Rome called it, the Listerine Distance. Using an interactive billboard, we asked people to enter within this distance, living the "magic" experience of coming close to other people. The interactive billboard proves the campaign’s idea: only those who have the self-confidence to enter in the most intimate zone can establish new empathic relationships with other people. The billboard also works as a free sample machine: the target lives in first person what happens when they take courage and approach another person, linking this experience to Listerine, thanks to the Listerine free product sample they have just received.
Advertising Agency:JWT, Milan, Italy
Chief Creative Officier:Sergio Rodriguez, Enrico Dorizza
Executive Creative Director:Flavio Mainoli
Art Director:Massimiliano Traschitti
Copywriter:Antonio Codina
Director:Giorgio Varano
Executive Producer:Fabrizio Razza
Producer:Michela Fiaschi
Client Team Director:Cristina Barbiero
Agency Producer:Valeria Della Valle
Account team:Elisabetta Zauli
Account Manager:Francesca Costanzo
Chief Creative Officier:Sergio Rodriguez, Enrico Dorizza
Executive Creative Director:Flavio Mainoli
Art Director:Massimiliano Traschitti
Copywriter:Antonio Codina
Director:Giorgio Varano
Executive Producer:Fabrizio Razza
Producer:Michela Fiaschi
Client Team Director:Cristina Barbiero
Agency Producer:Valeria Della Valle
Account team:Elisabetta Zauli
Account Manager:Francesca Costanzo
PUBLICIDADE
APAV Portuguese Association For Victim Support Online Safety: Instagram, Facebook, Youtube
Protect childhood. Don´t overshare your kid´s life.
Advertising Agency:Fcb, Lisbon, Portugal
Chief Creative Officer:Edson Athayde, Luis Silva Dias
Creative Director:Edson Athayde
Art Director:Eduardo Pastor, Eduardo Tavares
Copywriter:Victor Afonso, Viton Araújo
Art Buyer:Manuela Fonseca
Photographer:Eduardo Pastor
Account Director:Carlos Baptista
Account:Pedro Santos
Chief Creative Officer:Edson Athayde, Luis Silva Dias
Creative Director:Edson Athayde
Art Director:Eduardo Pastor, Eduardo Tavares
Copywriter:Victor Afonso, Viton Araújo
Art Buyer:Manuela Fonseca
Photographer:Eduardo Pastor
Account Director:Carlos Baptista
Account:Pedro Santos
terça-feira, 7 de abril de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
NOTICIA
Morreu o cineasta mais velho do mundo, Manoel de Oliveira
O realizador português Manoel de Oliveira, o mais velho cineasta do mundo em actividade, morreu hoje aos 106 anos.
Manuel Cândido Pinto de Oliveira, nasceu a 11 de Dezembro de 1908, no Porto.
O primeiro contacto com o cinema foi como actor, quando aos 19 anos fez figuração no filme “Fátima Milagrosa”, de Rino Lupo, e com algumas experiências com cinema de animação.
“Douro, Faina Fluvial”, uma curta-metragem documental sobre a vida nas margens do rio Douro, foi o primeiro filme que Manoel de Oliveira rodou, então com 23 anos, com uma câmara oferecida pelo pai.
Hoje o filme é largamente elogiado, mas na altura foi mal recebido pelo público, tal como o imortal “Aniki-Bobó“, o seu primeiro filme de ficção, estreado em 1942.
O fundador do Fantasporto, Mário Dorminsky, defende que Manoel de Oliveira foi um “marco” no cinema mundial e um precursor do neorrealismo italiano, com “Aniki Bóbó”, e do documentário, com o filme “Douro Faina Fluvial”.
“É um marco no cinema em termos históricos”, declarou Mário Dorminsky, acrescentando que o cineasta foi um “visionário”, por ter trabalhado com actores não profissionais.
Em 1985, com 77 anos, recebeu o “Leão de Ouro” do Festival de Veneza, em Itália, e em 1989 foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
Nas últimas décadas teve sucessivos projectos cinematográficos, uns mais amados que outros, uns mais premiados que outros, mas sempre fiéis a uma estética cinematográfica individual.
O último filme do cineasta foi a curta-metragem “O velho do Restelo“, “uma reflexão sobre a Humanidade”, estreada em Dezembro passado, por ocasião do 106º aniversário.
Em Dezembro, Manoel de Oliveira foi distinguido com a Legião de Honra francesa, por uma carreira que o embaixador francês em Portugal, Jean-François Blarel, descreveu como “fora do comum”.
quarta-feira, 25 de março de 2015
NOTICIA
Herberto Hélder: "E já nenhum poder destrói o poema"
No adeus àquele que era o maior poeta português vivo, lembramos quatro poemas do último livro de Helberto Hélder, A Morte sem Mestre.
a última bilha de gás durou dois meses e três dias
a última bilha de gás durou dois meses e três dias,
com o gás dos últimos dias podia ter-me suicidado,
mas eis que se foram os três dias e estou aqui
e só tenho a dizer que não sei como arranjar dinheiro para outra bilha,
se vendessem o gás a retalho comprava apenas o gás da morte,
e mesmo assim tinha de comprá-lo fiado,
não sei o que vai ser da minha vida,
tão cara, Deus meu, que está a morte,
porque já me não fiam nada onde comprava tudo,
mesmo coisas rápidas,
se eu fosse judeu e se com um pouco de jeito isto por aqui acabasse nazi,
já seria mais fácil,
como diria o outro: a minha vida longa por muito pouco,
uma bilha de gás,
a minha vida quotidiana e a eternidade que já ouvi dizer que a habita e move,
não me queixo de nada no mundo senão do preço das bilhas de gás,
ou então de já mas não venderem fiado
e a pagar um dia a conta toda por junto:
corpo e alma e bilhas de gás na eternidade
- e dizem-me que há tanto gás por esse mundo fora,
países inteiros cheios de gás por baixo!
queria fechar-se inteiro num poema
queria fechar-se inteiro num poema
lavrado em língua ao mesmo tempo plana e plena
poema enfim onde coubessem os dez dedos
desde a roca ao fuso
para lá dentro ficar escrito direito e esquerdo
quero eu dizer: todo
vivo moribundo morto
a sombra dos elementos por cima
tão fortes eram que sobreviveram à língua morta
tão fortes eram que sobreviveram à língua morta,
esses poucos poemas acerca do que hoje me atormenta,
décadas, séculos, milénios,
e eles vibram,
e entre os objectos técnicos no apartamento,
rádio, tv, telemóvel,
relógios de pulso,
esmagam-me por assim dizer com a sua verdade última
sobre a morte do corpo,
dizem apenas: igual ao pó da terra que não respira,
o que é falso, pois eu é que deixarei de respirar
sobre o pó da terra que respira,
entre o poema sumério e este poema de curto fôlego,
mas que talvez respire um dia,
ou dois, ou três dias mais:
quanto às coisas sumérias: as mãos da rapariga,
o cabelo da estreita rapariga,
a luz que estremecia nela,
tudo isso perdura em mim pelos milénios fora,
disso, oh sim, é que eu estou vivo e estremeço ainda
que um nó de sangue na garganta
que um nó de sangue na garganta,
um nó de ar no coração,
que a mão fechada sobre uma pouca de água,
e eu não possa dizer nada,
e o resto seja só perder de vista a vastidão da terra,
sem mais saber de sítio e hora,
e baixo passar a brisa
pelo cabelo e a camisa e a boca toda tapada ao mundo,
por cada vez mais frios
o dia, a noite, o inferno, o inverno,
sem números para contar os dedos muito abertos
cortados das pontas dos braços,
sem sangue à vista:
só uma onda, só uma espuma entre pés e cabeça,
para sequer um jogo ou uma razão,
oh bela morte num dia seguro em qualquer parte
de gente em volta atenta à espera de nada,
um nó de sangue na garganta,
um nó apenas duro
(in A Morte sem Mestre; ed. Porto Editora, 2014)
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