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terça-feira, 7 de abril de 2015

sábado, 4 de abril de 2015

CARTOON


NOTICIA

MORREU MANOEL DE OLIVEIRA


Morreu o cineasta mais velho do mundo, Manoel de Oliveira
Morreu o cineasta mais velho do mundo, Manoel de Oliveira
O realizador português Manoel de Oliveira, o mais velho cineasta do mundo em actividade, morreu hoje aos 106 anos.
Manuel Cândido Pinto de Oliveira, nasceu a 11 de Dezembro de 1908, no Porto.
O primeiro contacto com o cinema foi como actor, quando aos 19 anos fez figuração no filme “Fátima Milagrosa”, de Rino Lupo, e com algumas experiências com cinema de animação.
“Douro, Faina Fluvial”, uma curta-metragem documental sobre a vida nas margens do rio Douro, foi o primeiro filme que Manoel de Oliveira rodou, então com 23 anos, com uma câmara oferecida pelo pai.
Hoje o filme é largamente elogiado, mas na altura foi mal recebido pelo público, tal como o imortal “Aniki-Bobó“, o seu primeiro filme de ficção, estreado em 1942.
O fundador do Fantasporto, Mário Dorminsky, defende que Manoel de Oliveira foi um “marco” no cinema mundial e um precursor do neorrealismo italiano, com “Aniki Bóbó”, e do documentário, com o filme “Douro Faina Fluvial”.
“É um marco no cinema em termos históricos”, declarou Mário Dorminsky, acrescentando que o cineasta foi um “visionário”, por ter trabalhado com actores não profissionais.
Em 1985, com 77 anos, recebeu o “Leão de Ouro” do Festival de Veneza, em Itália, e em 1989 foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
Nas últimas décadas teve sucessivos projectos cinematográficos, uns mais amados que outros, uns mais premiados que outros, mas sempre fiéis a uma estética cinematográfica individual.
O último filme do cineasta foi a curta-metragem “O velho do Restelo“, “uma reflexão sobre a Humanidade”, estreada em Dezembro passado, por ocasião do 106º aniversário.
Em Dezembro, Manoel de Oliveira foi distinguido com a Legião de Honra francesa, por uma carreira que o embaixador francês em Portugal, Jean-François Blarel, descreveu como “fora do comum”.

quarta-feira, 25 de março de 2015

O BLOG


NOTICIA

Herberto Hélder: "E já nenhum poder destrói o poema"

No adeus àquele que era o maior poeta português vivo, lembramos quatro poemas do último livro de Helberto Hélder, A Morte sem Mestre.
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a última bilha de gás durou dois meses e três dias


a última bilha de gás durou dois meses e três dias,
com o gás dos últimos dias podia ter-me suicidado,
mas eis que se foram os três dias e estou aqui
e só tenho a dizer que não sei como arranjar dinheiro para outra bilha,
se vendessem o gás a retalho comprava apenas o gás da morte,
e mesmo assim tinha de comprá-lo fiado,
não sei o que vai ser da minha vida,
tão cara, Deus meu, que está a morte,
porque já me não fiam nada onde comprava tudo,
mesmo coisas rápidas,
se eu fosse judeu e se com um pouco de jeito isto por aqui acabasse nazi,
já seria mais fácil,
como diria o outro: a minha vida longa por muito pouco,
uma bilha de gás,
a minha vida quotidiana e a eternidade que já ouvi dizer que a habita e move,
não me queixo de nada no mundo senão do preço das bilhas de gás, 
ou então de já mas não venderem fiado
e a pagar um dia a conta toda por junto:
corpo e alma e bilhas de gás na eternidade
- e dizem-me que há tanto gás por esse mundo fora,
países inteiros cheios de gás por baixo!

queria fechar-se inteiro num poema


queria fechar-se inteiro num poema
lavrado em língua ao mesmo tempo plana e plena
poema enfim onde coubessem os dez dedos
desde a roca ao fuso
para lá dentro ficar escrito direito e esquerdo
quero eu dizer: todo
vivo moribundo morto
a sombra dos elementos por cima

tão fortes eram que sobreviveram à língua morta


tão fortes eram que sobreviveram à língua morta,
esses poucos poemas acerca do que hoje me atormenta,
décadas, séculos, milénios,
e eles vibram,
e entre os objectos técnicos no apartamento,
rádio, tv, telemóvel,
relógios de pulso,
esmagam-me por assim dizer com a sua verdade última
sobre a morte do corpo,
dizem apenas: igual ao pó da terra que não respira,
o que é falso, pois eu é que deixarei de respirar
sobre o pó da terra que respira,
entre o poema sumério e este poema de curto fôlego,
mas que talvez respire um dia,
ou dois, ou três dias mais:
quanto às coisas sumérias: as mãos da rapariga,
o cabelo da estreita rapariga,
a luz que estremecia nela,
tudo isso perdura em mim pelos milénios fora,
disso, oh sim, é que eu estou vivo e estremeço ainda

que um nó de sangue na garganta


que um nó de sangue na garganta,
um nó de ar no coração,
que a mão fechada sobre uma pouca de água,
e eu não possa dizer nada,
e o resto seja só perder de vista a vastidão da terra,
sem mais saber de sítio e hora,
e baixo passar a brisa
pelo cabelo e a camisa e a boca toda tapada ao mundo,
por cada vez mais frios
o dia, a noite, o inferno, o inverno,
sem números para contar os dedos muito abertos
cortados das pontas dos braços,
sem sangue à vista:
só uma onda, só uma espuma entre pés e cabeça,
para sequer um jogo ou uma razão,
oh bela morte num dia seguro em qualquer parte
de gente em volta atenta à espera de nada,
um nó de sangue na garganta,
um nó apenas duro

(in A Morte sem Mestre; ed. Porto Editora, 2014)

NESTA SEMANA

Coolest Pix In 2015 Week 12

ENCONTREI NA NET

Bionic Animals

INSÓLITO

The Village Of The Scarecrows

sábado, 14 de março de 2015

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NOTAS SOLTAS DA NET



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Um dos contos de feitura mais admirável de Machado de Assis, O alienista é uma sátira magistral acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização abominável. Afinal, como diz o ditado popular: “de médico e louco todo mundo tem um pouco”.
A estória se passa na vila de Itaguaí, onde um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada “Casa Verde”, com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.
Já desde o início de sua obra-prima, Machado dá dicas da insolência da missão abraçada pelo personagem. Não é à toa que o apresenta, na primeira página, como o “filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas". A ironia machadiana resplandece fosforescente nesse texto.
No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: “[…] quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento […]”, ou seja, na Casa Verde. E disso decorre o mais curioso, que é a conclusão do Dr. Bacamarte: “[…] que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e portanto que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; […]”. Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local, e agasalhar nela as pessoas que se achassem na condição acima exposta, qual seja: equilíbrio ininterrupto das faculdades mentais.
Tendo em vista que a anomalia é tida como exceção e não como regra, o excêntrico personagem de Machado deduz que a loucura seria, então, o oposto daquilo que a maioria vem manifestando, ainda que o comportamento dessa maioria tenha sido, outrora, para ele, o indicativo de desajuste.
Salta aos olhos, também no conto, o perigo de se atribuir a um único homem um poder dessa natureza: o de classificar indivíduos segundo o seu critério e tolher a liberdade das pessoas, mesmo que em nome da ciência.
Secionar a humanidade em categorias, seja qual for o objetivo, é algo no mínimo temerário e pode levar, em casos extremos, a situações dramáticas como o holocausto. Os seres humanos tem suas particularidades e cada indivíduo é um mundo.
Não há como deixar escapar a intenção do autor de criticar de maneira sarcástica a psicologia sanitarista que dominava a época, bem como a postura pretensiosa de alguns no sentido de considerar que encontraram a chave para as mazelas da humanidade; como se tal chave existisse!
Convém notar que Simão Bacamarte não era um homem desprezível. Ao contrário; desfrutava de intensa credibilidade junto aos cidadãos da vila e à própria Câmara de Vereadores, e suas intenções foram expostas como sendo as melhores. Tanto é assim que na narrativa ele enclausura na Casa Verde a mulher que ama, sua própria esposa, D. Evarista da Costa e Mascarenhas, ao constatar a sua suposta patologia.
Nenhum desvio se subtraía aos olhos daquele homem que, paradoxalmente, acaba se apresentando, na trama, como o mais anormal de todos. Afinal, como fica evidente no texto de Machado, a totalidade dos hóspedes da Casa Verde conseguira, senão obter a cura, retornar às suas vidas fora desse estabelecimento, exceto Simão Bacamarte. É que, achando em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral, decide fechar-se na Casa Verde, apesar dos apelos contrários da mulher e dos amigos, entregando-se ao estudo e à cura de si mesmo até sua morte, que não teria tardado, segundo se depreende da narrativa.

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Acqua Vitasnella: The Perfect Woman

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Advertising Agency:Saatchi & Saatchi, Milan, Italy
Executive Creative Director:Agostino Toscana
Creative Director:Alessandro OrlandiManuel Musilli
Art Director:Alessandro OrlandiManuel Musilli
Copywriter:Antonio Di BattistaLeonardo Cotti
Account Manager:Francesca Bertocco
Tv Producer:Erica Lora LamiaSilvana Gabelli
Production:Unit9

OBJECTO

Guarda-chuva de distraído

Esta ideia é tão boa que deveria ser usada em muitos outros objetos. Estou falando de um projeto criado especialmente para quem vive esquecendo/perdendo seu guarda-chuva em todo canto! ODavek Alert Umbrella é uma proposta simples, mas bastante prática. Assim como em outros rastreadores de gadgets, ao se distanciar do seu guada-chuva o sistema é acionado e envia uma mensagem para o seu telefone. A diferença neste caso é que tudo é feito automaticamente. No app do Davek Alert Umbrella vem também com a previsão do tempo e a necessidade ou não de levar o guarda-chuva. O projeto está no KickStarter em busca de fundos e faltando 41 dias tem cerca de 20% do valor necessário. Para ver mais clique no link após as imagens. "Esquecidamente legaus"!
Link para o projeto do Davek Alert Umbrella 

CLIP DE MÚSICA

INSÓLITO

Extreme Tattoos, Piercings and more during Expo Tatuaje

CLIP VÍDEO

IMAGEM DO DIA

Finalists of the 12th Annual Smithsonian Photo Contest

sábado, 7 de março de 2015

O FILME

FILME

Escobar: Paraíso PerdidoEscobar: Paradise Lost

Duração
120 m
 
Género
 
Classificação
M16
 
País
 Estados Unidos
Ano
2014
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SINOPSE
Nick pensa ter encontrado o paraíso quando se junta ao irmão na Colombia. Uma lagoa azul-turquesa, uma praia marfim com ondas perfeitas, um sonho para o jovem surfista canadiano. .. Aí conhece Maria, uma bela colombiana, por quem se apaixona loucamente. Tudo parece perfeito até ao momento em que Maria lhe apresenta seu tio, Pablo Escobar. No início, Nick deixa-se seduzir pela aura em torno de uma figura tão idolatrada quão odiada, mas aos poucos o sonho vaise transformando em pesadelo.
FICHA TÉCNICA
Realização
Andrea Di Stefano
Ator / Atriz
Ana Girardot Benicio Del ToroBrady Corbet Carlos Bardem Josh Hutcherson

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Falar em GIFs animados é falar em criatividade online. Apesar da fraca qualidade das produções, ao nível da imagem, existe muita originalidade nestas criações que tanto surpreendem como o podem fazer rir.