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sábado, 4 de abril de 2015

NOTICIA

MORREU MANOEL DE OLIVEIRA


Morreu o cineasta mais velho do mundo, Manoel de Oliveira
Morreu o cineasta mais velho do mundo, Manoel de Oliveira
O realizador português Manoel de Oliveira, o mais velho cineasta do mundo em actividade, morreu hoje aos 106 anos.
Manuel Cândido Pinto de Oliveira, nasceu a 11 de Dezembro de 1908, no Porto.
O primeiro contacto com o cinema foi como actor, quando aos 19 anos fez figuração no filme “Fátima Milagrosa”, de Rino Lupo, e com algumas experiências com cinema de animação.
“Douro, Faina Fluvial”, uma curta-metragem documental sobre a vida nas margens do rio Douro, foi o primeiro filme que Manoel de Oliveira rodou, então com 23 anos, com uma câmara oferecida pelo pai.
Hoje o filme é largamente elogiado, mas na altura foi mal recebido pelo público, tal como o imortal “Aniki-Bobó“, o seu primeiro filme de ficção, estreado em 1942.
O fundador do Fantasporto, Mário Dorminsky, defende que Manoel de Oliveira foi um “marco” no cinema mundial e um precursor do neorrealismo italiano, com “Aniki Bóbó”, e do documentário, com o filme “Douro Faina Fluvial”.
“É um marco no cinema em termos históricos”, declarou Mário Dorminsky, acrescentando que o cineasta foi um “visionário”, por ter trabalhado com actores não profissionais.
Em 1985, com 77 anos, recebeu o “Leão de Ouro” do Festival de Veneza, em Itália, e em 1989 foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
Nas últimas décadas teve sucessivos projectos cinematográficos, uns mais amados que outros, uns mais premiados que outros, mas sempre fiéis a uma estética cinematográfica individual.
O último filme do cineasta foi a curta-metragem “O velho do Restelo“, “uma reflexão sobre a Humanidade”, estreada em Dezembro passado, por ocasião do 106º aniversário.
Em Dezembro, Manoel de Oliveira foi distinguido com a Legião de Honra francesa, por uma carreira que o embaixador francês em Portugal, Jean-François Blarel, descreveu como “fora do comum”.

quarta-feira, 25 de março de 2015

NOTICIA

Herberto Hélder: "E já nenhum poder destrói o poema"

No adeus àquele que era o maior poeta português vivo, lembramos quatro poemas do último livro de Helberto Hélder, A Morte sem Mestre.
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a última bilha de gás durou dois meses e três dias


a última bilha de gás durou dois meses e três dias,
com o gás dos últimos dias podia ter-me suicidado,
mas eis que se foram os três dias e estou aqui
e só tenho a dizer que não sei como arranjar dinheiro para outra bilha,
se vendessem o gás a retalho comprava apenas o gás da morte,
e mesmo assim tinha de comprá-lo fiado,
não sei o que vai ser da minha vida,
tão cara, Deus meu, que está a morte,
porque já me não fiam nada onde comprava tudo,
mesmo coisas rápidas,
se eu fosse judeu e se com um pouco de jeito isto por aqui acabasse nazi,
já seria mais fácil,
como diria o outro: a minha vida longa por muito pouco,
uma bilha de gás,
a minha vida quotidiana e a eternidade que já ouvi dizer que a habita e move,
não me queixo de nada no mundo senão do preço das bilhas de gás, 
ou então de já mas não venderem fiado
e a pagar um dia a conta toda por junto:
corpo e alma e bilhas de gás na eternidade
- e dizem-me que há tanto gás por esse mundo fora,
países inteiros cheios de gás por baixo!

queria fechar-se inteiro num poema


queria fechar-se inteiro num poema
lavrado em língua ao mesmo tempo plana e plena
poema enfim onde coubessem os dez dedos
desde a roca ao fuso
para lá dentro ficar escrito direito e esquerdo
quero eu dizer: todo
vivo moribundo morto
a sombra dos elementos por cima

tão fortes eram que sobreviveram à língua morta


tão fortes eram que sobreviveram à língua morta,
esses poucos poemas acerca do que hoje me atormenta,
décadas, séculos, milénios,
e eles vibram,
e entre os objectos técnicos no apartamento,
rádio, tv, telemóvel,
relógios de pulso,
esmagam-me por assim dizer com a sua verdade última
sobre a morte do corpo,
dizem apenas: igual ao pó da terra que não respira,
o que é falso, pois eu é que deixarei de respirar
sobre o pó da terra que respira,
entre o poema sumério e este poema de curto fôlego,
mas que talvez respire um dia,
ou dois, ou três dias mais:
quanto às coisas sumérias: as mãos da rapariga,
o cabelo da estreita rapariga,
a luz que estremecia nela,
tudo isso perdura em mim pelos milénios fora,
disso, oh sim, é que eu estou vivo e estremeço ainda

que um nó de sangue na garganta


que um nó de sangue na garganta,
um nó de ar no coração,
que a mão fechada sobre uma pouca de água,
e eu não possa dizer nada,
e o resto seja só perder de vista a vastidão da terra,
sem mais saber de sítio e hora,
e baixo passar a brisa
pelo cabelo e a camisa e a boca toda tapada ao mundo,
por cada vez mais frios
o dia, a noite, o inferno, o inverno,
sem números para contar os dedos muito abertos
cortados das pontas dos braços,
sem sangue à vista:
só uma onda, só uma espuma entre pés e cabeça,
para sequer um jogo ou uma razão,
oh bela morte num dia seguro em qualquer parte
de gente em volta atenta à espera de nada,
um nó de sangue na garganta,
um nó apenas duro

(in A Morte sem Mestre; ed. Porto Editora, 2014)

sábado, 11 de outubro de 2014

NOTICIA

Nobel da Paz. Malala Yousafzay e Kailash Satyarthi são os vencedores

O comité do Nobel decidiu atribuir o prémio à jovem paquistanesa que se destacou na luta pelo direito à educação e ao ativista indiano pelos direitos das crianças.
Indiano de 60 anos e paquistanesa de 17 partilham o Nobel da Paz deste ano
Indiano de 60 anos e paquistanesa de 17 partilham o Nobel da Paz deste ano /  Reuters
A jovem de 17 anos, Malala Yousafzay, que sobreviveu a um ataque de talibãs em 2012, foi hoje galardoada com o Prémio Nobel da Paz por ter "mostrado, através do exemplo, que as crianças e os jovens também podem contribuir para melhorar as suas próprias situações", segundo destaca o comité, reunido em Oslo. "Através da sua luta heróica, ela tornou-se uma porta-voz destacada pelos direitos das raparigas à educação."
Malala, que esteve gravemente ferida depois de ter sido baleada na sua cidade natal, continuou a sua campanha defendendo arduamente o direito à educação das jovens por todo o mundo. A paquistanesa torna-se assim a pessoa mais jovem de sempre a ser distinguida com o Nobel da Paz.
O prémio também foi atribuído a Kailash Satyarthi, ativista há vários anos pelos direitos das crianças, que tem lutado por causas como o fim do trabalho infantil. O comité de Oslo destacou a "grande coragem pessoal" do indiano de 60 anos, que tem "liderado várias formas de protestos e manifestações, todas pacíficas, focando-se na exploração das crianças para ganhos financeiros", naquilo que Oslo considerou a manutenção da "tradição de Gandhi". 
O comité destacou ainda o facto de ter atribuído um prémio a um indiano e a uma paquistanesa, um hindu e uma muçulmana, juntos numa "luta comum pela educação e contra o extremismo." Este ano houve 278 nomeados para o prémio, um número recorde, entre eles o analista Edward Snowden e o Papa Francisco. O ano passado o Prémio foi atribuído à Organização Para a Proibição das Armas Químicas.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

NOTICIA

Faleceu uma Referência do Jornalismo Desportivo em Portugal.
Um Homem de carácter e princípios.

Até Sempre Rui Tovar.

1947 | 2014

Foto: Faleceu uma Referência do Jornalismo Desportivo em Portugal.
Um Homem de carácter e princípios. 

Até Sempre Rui Tovar.

1947 | 2014

domingo, 27 de abril de 2014

NOTICIA


Vasco Graça Moura morreu ao 72 anos
Vasco Graça Moura, o escritor para quem a poesia era a sua "forma verbal de estar no mundo", morreu hoje, em Lisboa, aos 72 anos.
Poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor de clássicos, Vasco Graça Moura nasceu no Porto, na Foz do Douro, em 1942, licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, e chegou a exercer a advocacia, de 1966 a 1983, até a carreira literária se estabelecer em pleno. Na altura, apenas a poesia definia a sua expressão, com títulos como "Modo mudando", estreia nas Letras, em 1962, a que se seguiram títulos como "Semana inglesa" e "O mês de Dezembro".
Mas Vasco Graça Moura era também o jurista, o gestor e o político. Em 1974, após o 25 de Abril, aderiu ao Partido Popular Democrático, actual PSD, tendo assumido a secretaria de Estado da Segurança Social do IV Governo Provisório, liderado por Vasco Gonçalves. A experiência governativa duraria pouco mais de cinco meses, de Março a Agosto de 1975, e não voltaria a repeti-la. Prosseguiu, porém, na esfera pública, num percurso que culminaria na presidência do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, iniciada em Janeiro de 2012.
Antes, foi director da RTP (1978), administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (1979-1989), cuja política de edição literária dinamizou, foi presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Fernando Pessoa (1988) e da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1988-1995), para a qual coordenou a revista Oceanos.Dirigiu a Fundação Casa de Mateus, foi comissário-geral de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha (1988-1992) e director do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian (1996-1999).
Em 1999, passadas mais de duas décadas sobre a sua passagem por um governo provisório, o escritor regressou à política activa, nas listas sociais-democratas ao Parlamento Europeu, tendo sido deputado até 2009, no Grupo do Partido Popular Europeu.

quinta-feira, 13 de março de 2014

NOTICIA

Morreu D. José Policarpo, ex-cardeal patriarca de Lisboa
O patriarca emérito José da Cruz Policarpo morreu hoje em Lisboa, aos 78 anos, na sequência de um problema cardíaco


Morreu D.  José Policarpo, ex-cardeal patriarca de Lisboa
O patriarca emérito José da Cruz Policarpo morreu esta quarta-feira em Lisboa, aos 78 anos, na sequência de um problema cardíaco, disse à agência Lusa fonte da família.
O atual patriarca emérito de Lisboa morreu na sequência de uma operação a um aneurisma na aorta, num hospital de Lisboa, onde deu entrada depois de se ter sentido mal esta manhã, disse a irmã mais nova de José Policarpo.
Maria do Céu Policarpo adiantou que o irmão deu entrada no hospital do SAMS, do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, na sequência de um aneurisma, e que morreu na sala de operações.
O corpo vai ficar em câmara ardente na quinta-feira, na Sé de Lisboa, e o funeral realiza-se na sexta.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NOTICIA

Morreu o guitarrista de flamenco Paco de Lucia

O guitarrista de flamenco Paco de Lucía faleceu esta quarta-feira, aos 66 anos, informaram fontes da autarquia de Algeciras, na região espanhola de Cádiz, a sua cidade natal

Morreu o guitarrista de flamenco Paco de Lucia
Reuters
As mesmas fontes explicaram que o guitarrista morreu vítima de um ataque  cardíaco quando se encontrava em Cancún, no México, tendo chegado já sem  vida a um hospital da cidade. 
Um amigo, Victoriano Mera, explicou que De Lúcia estava a brincar com  os filhos numa praia de Cancún, cidade onde tinha uma casa, quando se começou  a sentir indisposto. 
José Ignacio Landaluce, alcaide de Algeciras, declarou já que a morte  de Paco de Lucía é "uma perda irreparável para o mundo da cultura e para  a Andaluzia". A autarquia deverá decretar o luto oficial. 
A família do artista está atualmente a organizar o translado dos restos  mortais do guitarrista para a sua terra natal. 
Nascido em dezembro de 1947 em Algeciras e considerado um dos maiores  guitarristas da história contemporânea, Paco de Lucía foi galardoado com  o Prémio Príncipe das Astúrias 2004. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

NOTICIA

"Gravidade" é o grande vencedor dos BAFTA

"Gravidade" e "12 Anos Escravo" em destaque na entrega dos prémios BAFTA, os prémios da Academia Britânica 


"Gravidade" foi o grande vencedor, com seis prémios, incluindo o de melhor filme britânico e melhor realizador, para o mexicano Alfonso Cuáron. "12 Anos Escravo", um retrato da escravatura americana traçado por Steve McQueen, foi considerado o melhor filme.
Chiwetel Ejiofor, protagonista de "12 Anos Escravo", venceu na categoria de melhor ator, e o BAFTA de melhor atriz foi para Cate Blanchet, pelo participação em "Blue Jasmine", de Woody Allen.
A atriz Hellen Mirren, de 68 anos, recebeu o prémio carreira, entregue pelo próprio Príncipe William, de Inglaterra, que é também o presidente da Academia desde 2010. Em tom de brincadeira, William tratou Mirren por "avozinha", numa referência ao filme "A Rainha", de 2006, onde a atriz interpretou o papel da Rainha Isabel II.
Conheça a lista completa de vencedores dos BAFTA 2014:
Melhor Filme: "12 Anos Escravo"
Melhor filme Britânico: "Gravidade"
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor ("12 Anos Escravo")
Melhor Atriz: Cate Blanchet ("Blue Jasmine")
Melhor Ator Secundário: Barkhad Adbi ("Capitão Phillips")
Melhor Atriz Secundária: Jennifer Lawrence ("Golpada Americana")
Melhor Realizador: Alfonso Cuáron ("Gravidade")
Melhor Argumento Adaptado: "Filomena"
Melhor Argumento Original: "Golpada Americana"
Melhor Filme de Animação: "O Reino de Gelo"
Melhor Documentário: "The Act of Killing"
Melhor Filme Estrangeiro: "A Grande Beleza" (Itália)
Melhor Fotografia: "Gravidade"
Melhor Guarda-Roupa: "O Grande Gatsby"
Melhor Montagem: "Rush - Duelo de Rivais"
Melhor Caraterização: "Golpada Americana"
Melhor Música: "Gravidade"
Melhor Design de Produção: "O Grande Gatsby"
Melhores Efeitos Sonoros: "Gravidade"
Melhores Efeitos Visuais: "Gravidade"
Melhor Curta Metragem de Animação: "Sleeping with the Fishes"
Melhor Curta-Metragem: "Room 8"
Prémio Revelação: Will Poulter
Melhor Estreia por um Escritor, Diretor ou Produtor Britânico: Kieran Evans ("Kelly + Victor")

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

NOTICIA

TÍTULOS

Cristiano Ronaldo venceu a segunda Bola de Ouro (foto LUSA)
Cristiano Ronaldo eleito melhor jogador do Mundo


Cristiano Ronaldo é o novo detentor da Bola de Ouro! O internacional português do Real Madrid foi eleito melhor jogador do Mundo em 2013, superando a concorrência de Lionel Messi e Franck Ribéry na corrida ao prémio atribuído conjuntamente pela revista France Football e pela FIFA desde 2010.

Cinco anos depois de ter sido distinguido com a Bola de Ouro como jogador do Manchester United – arrecadou também a Bota de Ouro graças aos 31 golos que apontou na Liga inglesa –, CR7 torna-se o primeiro português a subir ao ´trono` do futebol mundial pela segunda vez na carreira.

Eusébio da Silva Ferreira, em 1965, e Luís Figo, em 2000, foram os outros futebolistas lusos a inscrever os seus nomes na galeria dos melhores do Mundo.

Os números

Cristiano Ronaldo terminou o ano de 2013 com o impressionante registo de 69 golos marcados: 59 pelo Real Madrid e dez ao serviço da Seleção Nacional.

A caminhada histórica do madeirense começou a ganhar forma a 6 de janeiro, com um ´bis` na vitória do Real Madrid frente à Real Sociedad, por 4-3. O último das quase sete dezenas de golos com a chancela de CR7 foi apontado a 22 de dezembro, no triunfo merengue diante do Valência, por 3-2, no Estádio Mestalla.

Por Portugal ganham especial relevo os quatro golos apontados por Cristiano Ronaldo no ´play-off` com a Suécia, de apuramento para o Campeonato do Mundo.

O capitão da equipa das Quinas começou por garantir a vitória pela margem mínima no Estádio da Luz, assinando depois portentosa exibição no segundo jogo, coroada com os três golos do triunfo luso (3-2) em Estocolmo. 


domingo, 5 de janeiro de 2014

NOTICIA


Morreu Eusébio

O ex-futebolista era conhecido simplesmente como Eusébio e é considerado um dos melhores de sempre. Tinha 71 anos.



Eusébio e os colegas de equipa da Selecção Nacional de Futebol recebidos em Lisboa após o Mundial de Futebol de 1966
Eusébio e os colegas de equipa da Selecção Nacional de Futebol recebidos em Lisboa após o Mundial de Futebol de 1966

O antigo jogador do Benfica, Eusébio da Silva Ferreira, de 71 anos, morreu na madrugada de hoje em Lisboa, pelas 4h30, vítima de paragem cardiorrespiratória.
Eusébio já vinha dando sinais de saúde debilitada, tendo estado internado em junho de 2012 no Hospital da Luz, devido ao acidente vascular cerebral que sofreu na Polónia, quando estava em Poznan a acompanhar a seleção nacional, durante o Campeonato da Europa de futebol, e se sentiu mal.
Eusébio da Silva Ferreira nasceu a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique.


De o "Os Brasileiros Futebol Clube" ao Benfica


O Benfica sagrou-se campeão europeu ainda sem Eusébio, mas foi o "Pantera Negra" que consolidou o estatuto do clube em plena década de 1960 e brilhou no terceiro lugar da seleção portuguesa no Mundial de futebol de 1966.
O "Pantera Negra", alcunha que lhe foi atribuída pelo jornalista inglês Desmond Hackett, em alusão ao seu estilo felino a jogar, é uma figura incontornável do futebol e tem um estatuto que quase faz dele uma marca registada.
O futebol nos pés de Eusébio começou ainda menino, quando aos 15 anos jogava no "Os Brasileiros Futebol Clube", em Moçambique.
Foi uma passagem curta na vida de Eusébio, que depois de não passar nos testes para o Desportivo de Lourenço Marques, filial do Benfica no seu país de origem, representou o Sporting de Lourenço Marques, onde se começou a distinguir.
As notícias que chegavam à "metrópole" davam conta das qualidades do jogador e o brasileiro Bauer "aconselhou" Eusébio a Bella Guttman, alertando o treinador para as qualidades daquele miúdo.
A década de 1960 estava a despontar e Benfica e Sporting envolveram-se numa disputa pelos serviços do "Pantera Negra": as "águias" comprometeram-se com a mãe de Eusébio, D. Elisa, e o Sporting com o clube.
O processo demorou a clarificar-se e Eusébio, que chegou a Lisboa em dezembro de 1960 com o nome de código Ruth - tal a cobiça entre os "rivais" -, apenas viria a estrear-se pelo Benfica em maio de 1961.


Estreia-se na seleção em 1961 


Foi o princípio de tudo: uma carreira ímpar, com sucessos, prestígio, lesões, notoriedade e um nome que se transformou numa verdadeira marca, fosse ao serviço do Benfica ou da seleção, com a qual se estrearia em 8 de outubro de 1961. 
No Benfica - acabado de se sagrar campeão europeu -, Eusébio assumiu papel fundamental no último ano do treinador húngaro. As "águias" tinham acabado de alcançar o seu primeiro título europeu e já todos os consagrados (José Águas, Germano, Mário Coluna ou José Augusto) comentavam sobre quem sairia da equipa que derrotara o FC Barcelona (3-2) na final para Eusébio entrar. A rifa saiu a Santana.
O reinado do argentino Alfredo di Stefano (Real Madrid), um dos ídolos do próprio Eusébio, estava perto do fim e uma nova estrela surgia nos relvados, rivalizando com jogadores como Pelé, Puskas, Bobby Charlton ou Beckenbauer, e mais tarde, Johan Cruyff.
Explosão ou velocidade eram características normais em Eusébio, mas sob a sua chancela fica a excelência do remate: de qualquer ângulo, forte, colocado, em sucessivas imagens de corpo dobrado prestes a afligir os guarda-redes contrários.
Na final da Taça dos Campeões Europeus de 1962, o Real Madrid até esteve a vencer por 2-0, mas na noite dos pontapés de longe - mais de metade dos golos resultaram de remates de fora de área - Eusébio brilhou, pese embora o "hat-trick" de Puskas.
A fama estava a caminho e o "Pantera Negra" fez não só parte de um Benfica qual águia imperial na década de 1960 - cinco finais dos Campeões Europeus, duas ganhas e três perdidas -, mas de uma seleção "gigante" no Mundial de 1966, em Inglaterra.

Leva Portugal ao terceiro lugar no Campeonato do Mundo


Na estreia de Portugal em campeonatos do Mundo, Eusébio foi um dos grandes responsáveis pelo terceiro lugar, ganhando o troféu destinado ao melhor marcador (nove golos) e sendo considerado por muitos o melhor futebolista da competição.
Na memória de todos ficaram os quartos de final com a Coreia do Norte, com Portugal a perder por 3-0 aos 25 minutos, naquele que Eusébio define como "o melhor jogo com a camisola da seleção e um dos melhores" da sua vida.
"Sempre acreditei e disse ao Simões que íamos ganhar. Falei com o Coluna para aguentar a defesa e não sofrermos mais golos".
A partir dos 27 minutos, Eusébio arrancou para uma das melhores exibições individuais da história do futebol: virou o resultado com quatro golos (4-3) e José Augusto ainda fez o quinto para Portugal.
Do primeiro Mundial de Portugal também permanece a imagem de Eusébio a chorar, depois de perder a meia-final frente à seleção da casa, a Inglaterra (2-1), numa carreira pela equipa das "quinas" em que disputou 64 jogos e marcou 41 golos.


Onze vezes campeão naciona


Com o Benfica, o "King", nome que também passou a ser dado a Eusébio após a Puma ter criado umas botas de homenagem ao jogador, foi 11 vezes campeão nacional, ganhou cinco Taças de Portugal e foi campeão europeu (1961/62).
Até há pouco tempo, e antes do surgimento de jogadores como Luís Figo ou Cristiano Ronaldo (outros nomes grandes de tempos mais recentes), o currículo de Eusébio não tinha rival à altura entre os jogadores portugueses.
O "Pantera Negra" foi sete vezes o melhor marcador do campeonato português (1963/4, 1964/5, 1965/6, 1966/7, 1967/8, 1969/70 e 1972/73), duas vezes o melhor marcador europeu (1967/8 e 1972/73) e uma vez eleito melhor futebolista Europeu.


Salazar impede transferência


Na fase final da carreira passou por outros clubes (Rhode Island, Boston, Monterrey, Beira-Mar, Toronto Metros, Las Vegas, New Jersey Americans e União Tomar), mas a possibilidade de emigrar em pleno auge foi "vetada" no final da década de 1960.
O Inter de Milão cobiçava-o e rezam as crónicas que oferecia três milhões de dólares (então cerca de 450.000 euros), mas o negócio nunca se chegaria a realizar: uns dizem que a Itália fechara as fronteiras a jogadores estrangeiros, outros que Salazar impediu a transferência.
Além dos golos e jogadas de génio, a carreira de Eusébio foi também marcada pelos sacrifícios impostos pelas várias lesões sofridas, que o levaram sete vezes à sala de operações para intervenções cirúrgicas aos joelhos, seis das quais ao esquerdo.
Eusébio é um nome de referência no Benfica e era o "embaixador" da seleção portuguesa, mas a sua importância e mediatismo extravasou o mundo desportivo, tornando-o num autêntico símbolo.
Recebeu várias distinções nacionais e estrangeiras ao longo da vida, entre elas os colares de Mérito Desportivo (1981) e de Honra ao Mérito Desportivo (1990), além da "Águia de Ouro", o mais alto galardão do Benfica, em 1982.
Do desporto às artes, viu a sua imagem inspirar cronistas, realizadores, bandas de música, escultores ou outros criativos.
Uma banda desenhada - "Eusébio, o Pantera Negra" (de Eugénio Silva) -, uma mini-série, da autoria de Manuel Arouca, uma estátua no Estádio da Luz e uma réplica em Boston, o nome de um avião da TAP e o nome de uma lontra no Oceanário são exemplos.
Eusébio também se "transformou" em boneco no já extinto programa humorístico televisivo "Contrainformação", onde tinha o nome de Deusébio.
O antigo jogador tem também o nome em ruas de várias localidades, na galeria da fama em Manchester, em Inglaterra, ou as pegadas no cimento da calçada da fama do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em iniciativas que prolongam no tempo um futebolista de exceção.
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

NOTICIA




Tinha a sabedoria da paz. Preferiu a reconciliação ao ódio e devolveu a África do Sul à comunidade internacional. Esteve apenas cinco anos no poder efectivo, mas promoveu o perdão e conseguiu unir um país ferido por décadas de apartheid. Nelson Mandela morreu.

"A luta é a minha vida." A frase de Nelson Mandela, que morreu esta quinta-feira aos 95 anos, resume a sua existência. Depois de vários meses em estado grave, faleceu em casa, junto da família. A notícia foi avançada ao país pelo actual presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Nelson Mandela nasceu a 18 de Julho de 1918, numa família nobre da tribo Xhosa, numa aldeia no interior do país. Aos 23 anos, rumou a Joanesburgo, onde se envolveu na vida política. Viria a tornar-se o político mais galardoado em vida.

Foi durante os seus anos de estudante de direito que começou a opor-se ao apartheid, o regime racista que negava direitos políticos, sociais e económicos à maioria negra. Juntou-se ao Congresso Nacional Africano (ANC) em 1942 e em 1961 tornou-se comandante do braço armado do ANC. 

Em Agosto de 1962, foi condenado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente para o exterior e incentivar greves. Em 1964, foi condenado a prisão perpétua. No decorrer dos 26 anos seguintes, tornou-se um símbolo da luta pela liberdade e pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul. 

Graças à luta do ANC e à pressão da comunidade internacional, acabou por ser libertado por ordem de Frederik de Clerk, a 11 de Fevereiro de 1990. Os anos de cativeiro transformaram-no de líder de guerrilha em defensor da não-violência. 

Em 1991, Nelson Mandela foi eleito presidente do ANC. Dois anos depois, venceu o Prémio Nobel da Paz, em conjunto com Frederik de Klerk. Nesse ano, passou por Portugal em visita. 

Previsivelmente, venceu as primeiras eleições em que os negros tiveram direito ao voto, em 1994, e esteve cinco anos à frente dos destinos do país. Presidiu a um processo de transição que apostou fortemente na reconciliação, no apuramento dos factos e no apelo ao perdão por parte das vítimas, para permitir um futuro de paz. Foi o primeiro presidente negro da África do Sul.

Aos 85 anos, em Junho de 2004, anunciou a saída da vida pública. As Nações Unidas, em reconhecimento pelo seu trabalho em favor da paz, criaram o dia internacional de Nelson Mandela, assinalado desde 2010 a 18 de Julho, dia do seu nascimento.

Nelson Mandela morreu esta quinta-feira, 95 anos depois de ter nascido.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

NOTICIA,

Dieta mediterrânica é Património Imaterial da Humanidade

A dieta mediterrânica foi hoje classificada como Património Imaterial da Humanidade, pela UNESCO.

 A VISÃO seguiu o rasto das tradições que ainda persistem neste pedaço de terra encravado entre a serra e o mar



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

NOTICIA,


Burro português estampado na capa do New York Times

Com a fotografia de um burro como imagem principal e o título "Em Portugal, um burro de carga vive de subsídios", a edição europeia do New York Times faz capa com uma comparação do burro mirandês com os portugueses: ambos com a sobrevivência em risco, dependentes de verbas da UE



Burro português estampado na capa do New York Times
PDF - Para ver em tamanho maior a capa da edição europeia do New York Times

New York Times viu no burro mirandês, ameaçado pela desertificação do interior e pelos cortes nos fundos da União Europeia, a metáfora perfeita para falar da situação que Portugal atravessa.
Com a imagem do jumento em grande plano, na capa da sua edição europeia desta sexta-feira, o prestigiado diário recorda que o animal, que durante séculos foi uma ajuda preciosa para os agricultores, se encontra em risco de extinção.
"Depois de décadas de negligência e, argumentam alguns, de falta de compreensão, o destino do burro acaba por parecer-se com o dos seus parceiros humanos em muitos locais do interior duramente pressionados: ameaçados pelo declínio da população e com a sobrevivência dependente, sim, de subsídios da União Europeia", lê-se no artigo.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/burro-portugues-estampado-na-capa-do-new-york-times=f759492#ixzz2m2ekv0sS

domingo, 17 de novembro de 2013

NOTICIA

Tragédia em jogo do Tourizense
ALEX MARQUES, FORMADO NO FC PORTO, MORREU EM CAMPO COM APENAS 20 ANOS APÓS SE SENTIR INDISPOSTO
 
 
Carlos Alexandre Caseiro Marques, mais conhecido por Alex Marques, jogador do Tourizense, morreu este domingo no decorrer do jogo frente ao Carapinheirense, encontro referente à 9.ª jornada da Série E do Campeonato Nacional de Seniores.

O jogador, que foi formado no FC Porto (onde chegou a ser orientado por Pedro Emanuel) e no Rio Ave, sentiu uma forte indisposição por volta dos 5 minutos do encontro e acabou por confirmar-se o pior cenário, como confirmou a Record o presidente do Tourizense.

Jorge Alexandre lamentou a fatalidade, "a segunda na história do clube", e garantiu que nada fazia prever este cenário, uma vez que Alex Marques não tinha revelado qualquer problema. Vários colegas do jovem futebolista já reagiram à infeliz notícia assim como várias figuradas do desporto nacional como é possível conferir aqui.

Alex Marques foi internacional português Sub-15, tendo somado três internacionalizações durante o Torneio Internacional Leiria/Oeste, em 2008. Como sénior, representou o clube de onde é natural - Esposende - e o Tourizense. No palmarés do jovem futebolista consta apenas um título de nacional de juniores B conquistado em 2009/2010.

Em 2005, Mauro Gama morreu depois de um despiste de automóvel, ele que estava emprestado ao clube de Touriz pelo E. Amadora.

domingo, 27 de outubro de 2013

NOTICIA


Morreu Lou Reed

Músico norte-americano, que tinha 71 anos, morreu hoje, segundo a revista "Rolling Stone".


O músico tinha 71 anos
O músico tinha 71 anos
GettyO músico, compositor e guitarrista norte-americano Lou Reed morreu hoje, aos 71 anos, adiantou a revista "Rolling Stone", sem indicar a causa da morte.
Lewis Allan "Lou" Reed, fundador da banda de culto Velvet Underground e que atuava a solo desde 1972, depois do êxito "Walk on the Wild Side", marcou meio século do rock mundial.
Em maio, Reed, natural de Brooklyn, foi submetido a um transplante de fígado, segundo a "Rolling Stone", mas não se sabe se a intervenção cirúrgica estará relacionada com a causa da morte. Em junho, Laurie Anderson, a mulher de Reed, confirmou que o esposo tinha estado "quase a morrer" quando foi obrigado a realizar o transplante.
Foi precisamente com Laurie Anderson que Lou Reed esteve pela última vez em Portugal, a convite do produtor Paulo Branco, para expor as suas fotografias e apresentar o documentário "Red Shirley", com o qual se estreou como realizador, no Estoril Film Festival, em novembro de 2010. Além da exposição de fotografias, intitulada "Romanticism", Lou Reed deu, na ocasião, uma aula de cinema, fotografia e artes marciais.
O último concerto de Lou Reed em Portugal, onde atuou pela primeira vez em 1980, recua a julho de 2008, no Campo Pequeno, em Lisboa. Antes, o ex-Velvet Underground tinha atuado em solo luso em 1992 e 1998 (durante a Expo98) e em 200

terça-feira, 1 de outubro de 2013

NOTICIA

Chuva

Chuva1 é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado líquido sobre a superfície da Terra. Achuva forma-se nas nuvens. Nem todas as chuvas atingem o solo, algumas evaporam-se enquanto estão ainda a cair, num fenômeno que recebe o nome de virga e acontece principalmente em períodos/locais de ar seco.2

A chuva tem papel importante no ciclo hidrológico. A quantidade de chuvas é medida usando um instrumento chamado pluviômetro, de funcionamento simples: a boca de um funil de área conhecida faz a coleta das gotas de chuva e as acumula em um reservatório colocado abaixo do funil. Um observador vem no tempo de amostragem (1 vez por dia, 4 vezes por dia etc), e com uma pipeta com escala graduada, mede o volume de água acumulado no período. Por exemplo, ele pode ter medido que caiu 25 mm por metro quadrado nas últimas 24 horas.
Para maior precisão no registro das alturas de chuvas utiliza-se um aparelho denominado de pluviógrafo que registra num gráfico as alturas de precipitações em função do tempo. A este gráfico denomina-se pluviograma.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

NOTICIA


Português é o 5.º idioma mais utilizado na Internet

Dados da União Internacional de Telecomunicações indicam que são já 83 milhões os utilizadores na rede que usam a língua portuguesa para comunicar e navegar. O inglês continua a liderar e o espanhol ocupa o terceiro lugar.